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23.6.10
que seja doce
às vezes, a gente se sente tão bem, tão bem, que tem medo de dizer em voz alta. guardo comigo e passo horas e horas revisitando memórias felizes.
20.6.10
covardia extrema
eu não gosto de falar de amor. quando falo, é sobre um bem específico: o que eu sinto. não sou do tipo que fica criando teorias a respeito e tudo mais. mas, dessa vez, eu tive uma revelação que me assustou um pouco. talvez tenha demorado pra cair a minha ficha, mas as pessoas hoje em dia tem medo do amor, da entrega que envolve esse sentimento. quando começam uma relação, se apavoram diante de um "eu te amo". ao perceberem que estão sendo conquistadas, fogem. não querem ser amadas, não querem amar. "não agora". eu não entendo esse tipo de atitude, nunca vou entender. não há nada melhor que pensar em alguém antes de dormir e saber que esse alguém está pensando em você também. como as pessoas podem correr de algo tão bonito? a covardia chegou à esse ponto?
31.5.10
doces devaneios
por mais que eu não consiga evitar, não gosto de sonhar com o futuro. já gastei muitos minutos tentando achar a lógica por trás disso, mas não encontrei nenhuma resposta convincente. se eu fosse uma pessoa normal, do tipo que receia se entregar de corpo e alma, que tem medo de querer demais e se frustrar, poderia dizer que é apenas mais um traço da minha personalidade precavida. certamente quem me conhece deve estar esboçando um sorrisinho irônico ao ler isso, porque a precaução e eu não fomos apresentadas.
não sei se é motivo ou consequência, mas meus momentos de devaneio são gastos no que eu enxergo como um universo paralelo, que acontece no presente. lá, a julia de hoje mora numa casinha de telhado inclinado, com uma grande lareira, muitas velas, grandes poltronas macias onde ela passa suas tardes observando a neve cair com uma caneca de chá fumegante nas mãos, datilografando suas histórias numa linda - e antiqüíssima - máquina de escrever e esperando seu menino chegar do trabalho cansado, porém feliz por estar de volta à sua casa, com ela.
é uma vida das mais simples que consigo imaginar, mas imediatamente uma das mais impossíveis de se viver. o encanto está justamente nessa despretensão, e me faria tão tão feliz.
não sei se é motivo ou consequência, mas meus momentos de devaneio são gastos no que eu enxergo como um universo paralelo, que acontece no presente. lá, a julia de hoje mora numa casinha de telhado inclinado, com uma grande lareira, muitas velas, grandes poltronas macias onde ela passa suas tardes observando a neve cair com uma caneca de chá fumegante nas mãos, datilografando suas histórias numa linda - e antiqüíssima - máquina de escrever e esperando seu menino chegar do trabalho cansado, porém feliz por estar de volta à sua casa, com ela.
é uma vida das mais simples que consigo imaginar, mas imediatamente uma das mais impossíveis de se viver. o encanto está justamente nessa despretensão, e me faria tão tão feliz.
16.3.10
even if i'm not around,
i wont give in. i can't give up. i can't just close the door. i've never felt anything like this before. tell me the truth, no matter what we're going through will you hold on too?
eu queria muito conseguir desviar meu pensamento. mentira. eu absolutamente adoro isso.
eu queria muito conseguir desviar meu pensamento. mentira. eu absolutamente adoro isso.
8.3.10
dia desses
foi estranho acordar com o celular tocando exatamente aquele ringtone. sabe, o que eu reservei somente para você. juro que pensei ser apenas imaginação de uma mente (muito) sonolenta e consideravelmente obcecada ‒ por você, obviamente.
era apenas imaginação.
era apenas imaginação.
16.12.09
e se eu te fizesse música?
de nada adiantaria te escrever poemas. você não os entende. assim como também não entende de histórias de amor. minha música teria uma melodia suave, uma voz doce. daria aquela sensação de bem-estar - como eu tinha com você - mas seria algo tão friamente impessoal - como você é - que partiria seu coração - como você fez comigo.
11.9.09
hidden feelings
deve ser difícil viver contido, se policiando para não deixar escapar sinais do que realmente se passa por de trás dessa muralha que você construiu. mas mais difícil mesmo é ter que ficar interpretando seus carinhos abrutalhados, os olhares que me manda distraidamente, os beijos que, por descuido, você demonstra mais amor do que acha sensato.
não é exatamente uma reclamação. já fiz e faria ainda mais por você. eu só queria entender o porquê disso.
18.8.09
fate did it for us
ainda hoje estava pensando em quando nós pararíamos de criar desculpas para estarmos sempre perto um do outro. daí veio o destino e fez favor de romper com esse hábito por nós. tanto tempo dando voltas não admitidas, com o mesmo objetivo... não sei como as coisas ficarão, agora. e isso assusta. não gosto de quando as coisas fogem ao meu controle. odeio não saber o final do filme.
12.8.09
the problem is
o problema de se apaixonar por grandes cérebros é que eles sempre vem acompanhados de grandes egos.
7.8.09
4.8.09
not so true
eu disse aquelas coisas pra te fazer sentir culpado. só queria que você dissesse "não, é mentira, eu te amo", mas você não disse...
just a little patience is all we need
passei a madrugada toda lembrando de como a gente formava uma boa dupla. ainda não entendo como as coisas não deram certo. não quero enteder, eu acho. prefiro imaginar que tudo ainda vai entrar nos eixos, se eu tiver paciência suficiente para esperar. por você, valeria a pena.
3.8.09
num potinho
queria te guardar num potinho, dentro do meu armário, bem escondido. toda vez que eu quisesse te ver, eu abriria a tampa e você saltaria de dentro. seria meu, só meu, todo meu, para todo o sempre.
2.8.09
irreplaceable
gostaria de conseguir imaginar outra pessoa no seu lugar, nem que fosse por cinco minutos. essa sensação de que é você e mais ninguém me descontrola um pouco.
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